Hoje, dia 01 de agosto, é comemorado o dia Mundial da Amamentação. Amamentar é um ato de extrema importância para saúde física e psicológica de mãe e bebê (entre inúmeros outros benefícios). Mas o mundo moderno atualmente coloca tantas barreiras à amamentação que não é raro cedermos à elas, e acabar recorrendo aos leites artificiais. Então hoje, em comemoração à este dia, o papo é sobre como amamentar é possível, mesmo com as inúmeras dificuldades que podem aparecer..

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A Giuliana é minha paciente, e hoje ela comemora o dia da amamentação orgulhosamente compartilhando sua experiência em amamentar o lindo Gael.  Palavras dela:

  Sempre quis ser mãe. E com a vontade de ser mãe vinha a vontade de amamentar.

Todas nós já ouvimos sobre os benefícios da amamentação. Já ouvimos que o leite materno é o alimento mais completo para o bebê até o sexto mês de vida. Além de alimentá-lo e protegê-lo contra doenças, contribui para seu desenvolvimento psicomotor e emocional. E ainda tem vantagens para as mamães: contribui para a volta do útero ao tamanho normal, protege contra o câncer de mama e de ovário, traz sensação de bem-estar e também ajuda a emagrecer. E eu acredito ainda que a amamentação fortalece o relacionamento entre a mamãe e seu filho, transmite segurança, carinho, amor e é especial.

Mas infelizmente amamentar vai de encontro a um mundo tão moderno…

O tempo foi passando, eu amamentando, e pude perceber o bem que eu estava fazendo para mim mesma e para meu filho: ele crescia cada vez mais forte e saudável. No entanto, eu voltaria a trabalhar quando o meu filho completasse 5 meses. Mundo moderno…O que fazer? Não queria deixar de amamentar meu filhote. Minha vontade era de amamentá-lo exclusivamente até os seis meses de vida.

Então, com força de vontade, e apesar de várias opiniões contrárias, preparei-me para a tarefa. Li tudo o que eu podia sobre o tema, importunei minha querida nutricionista com diversas perguntas, comprei potes de vidro com tampa de plástico, etiquetas, arrumei uma bolsa térmica, já tinha a bombinha elétrica, liguei para o RH do meu trabalho…e 15 dias antes de voltar a trabalhar encontrei tempo na minha rotina de mãe-esposa-dona-de-casa e comecei a tirar e congelar meu leite. Quando voltei a trabalhar e meu filho passou a ir para o berçário, saía de casa todos os dias pela manhã munida do meu “kit-mãe-que-amamenta”, e voltava com ele e o leite que havia tirado para ser congelado no final do dia.  E mandava para o berçário o meu leite congelado para meu filho tomar.

Resultado: cheguei lá! Mesmo voltando a trabalhar, o Gael foi amamentado exclusivamente até o seu sexto mês de vida.

Gael com 5 meses e Giuliana, que o amamentou de forma exclusiva até os 6 meses
Gael com 5 meses e Giuliana, que o amamentou de forma exclusiva até os 6 meses

Hoje ainda saio todos os dias de casa com o meu “kit-mãe-que-amamenta”, encontro tempo na minha rotina de advogada-mãe-esposa-dona-de-casa e tiro o leite para o meu filho, apesar dele já estar tomando suquinho, comendo frutinha e papinha salgada.  Estou tão satisfeita com o bem que a amamentação faz que vou amamentá-lo até quando eu puder.

Como disse, amamentar vai de encontro a um mundo tão moderno… Amamentar exige tempo, exige entrega, exige esforço, exige dedicação, dá trabalho. Mas vale a pena. Vale toda a pena. A recompensa é enorme e, definitivamente, é o melhor que uma mãe pode fazer pelo seu filho.

 É Giu, ninguém disse que seria fácil… Mas disseram que valeria a pena!! Mil parabéns pela sua dedicação e esforço para dar ao Gael o melhor que você pode: leite materno!

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