Na última semana a dieta Ravenna – ou método Ravenna de emagrecimento – ganhou novamente destaque na mídia. No final de 2014 o tema veio à tona por ter sido a dieta escolhida pela Presidente Dilma para emagrecer a tempo de sua posse, em janeiro deste ano. E desta vez foi o apresentador Fernando Rocha, do programa Bem Estar da Rede Globo, em sua campanha #afinarocha com a dieta Ravenna.

#afinarocha, a dieta do Fernando Rocha
Imagem da internet

A dieta Ravenna é um método promovido pelo médico Máximo Ravenna, basicamente a base de restrição calórica muito intensa associada ao acompanhamento médico e multidisciplinar de nutrição, psicologia e educação física.

Já recebi alguns pacientes que passaram pela dieta Ravenna e que perderam peso – bastante peso até, mas que depois me procuraram para uma reeducação alimentar – então por que não fazer a reeducação alimentar desde o começo? Enfim, o que vejo após a dieta Ravenna, as pessoas ficam absolutamente reféns e com medo de comer e com um comportamento alimentar bastante alterado pelas gigantes restrições que sofreram na fase de emagrecimento. Um ponto bem característico do método é que muitas vezes insistem em tentar ensinar para as pessoas a comer sem prazer – oi? Ter prazer em comer é importantíssimo!!!

Como é a dieta Ravenna?

Para analisar detalhadamente a dieta Ravenna, vou usar a descrição que o próprio Fernando Rocha postou em seu instagram – que como bem colocou uma colega nutri (nesta ótima análise sobre o mesmo tema – veja aqui), se o conteúdo virou público, podemos analisá-lo sem pedir licença 🙂

edição do post: gostaria de deixar claro que a descrição colocada pelo apresentador Fernando Rocha não é minha única fonte de pesquisa e conhecimento deste método, já li e pesquisei muito sobre ele, além dos inúmeros relatos de pacientes que passaram pelo método…

descrição ravenna fernando rocha

Baixa caloria

Na reportagem foi dito que a proposta é promover a perda de 18,9kg em dois meses, contabilizando só no primeiro mês o total de 8 a 9kg perdidos. Isto virá com uma dieta de 800kcal por dia, o que representa apenas 20% do habitualmente o Fernando Rocha consome.

Restringir o consumo alimentar de uma pessoa a 20% do seu consumo habitual – ou 800kcal por dia –  é absurdo! Restrições calóricas tão agressivas como esta obrigam o organismo a baixar seu gasto energético para as atividades cotidianas, e pode deixar o metabolismo mais lento por tempo indeterminado!

Pouca variedade alimentar

A descrição do cardápio do Fernando e os “alimentos permitidos” mostrados na reportagem não incluem nenhum tipo de cereal ou tubérculo. As ingestão de proteína do Fernando também está atualmente baixa, e a pouca variedade de vegetais que ele mostrou até o momento certamente vão causar deficiências de vitaminas e minerais – tanto é que está fazendo uso de suplementos.

edição do post: nenhum suplemento de vitamina e mineral é absorvido da mesma forma do que as vitaminas e minerais presentes em uma alimentação variada e saudável. Isto se chama biodisponibilidade, e é um fator importantíssimo a ser avaliado em uma prescrição dietética.

Monótona!

Todos os dias o mesmo cardápio? O Fernando já reparou quando descreveu o jantar: “o mesmo caldo pra abrir o serviço, a mesma salada pra seguir em frente e 120g de frango com o mesmo purê da mesma abóbora.”

Não há boa relação com os alimentos ou com o corpo

A dieta Ravenna não tem por objetivo ajudar com que as pessoas façam boas escolhas alimentares. Existe um cardápio que deve ser seguido, e a pessoa não pode, por exemplo, escolher por outros alimentos que as dêem mais prazer. Além disso, o Fernando Rocha conta: “a primeira coisa que eu faço, antes mesmo de pisar no chão, é pisar na balança”. Será que é mesmo necessário se pesar nessa frequência, com este rigor? É uma atitude que colabora positivamente com o dia do Fernando? Pesar-se com frequência contribui tanto assim para o emagrecimento? Para mim, a resposta para todas estas perguntas é não!

Não é a longo prazo

Simplesmente porque ninguém vive de salada de frutas com iogurte e carne com purê de abóbora até o fim da vida!

Realmente, desta forma, não há prazer em comer…

Além de todos estes pontos que colaboram para minimizar o prazer e aumentar a culpa ao comer, a dieta do Fernando – o método Ravenna no geral – não considera o valor social e emocional da alimentação. Nos trechos mostrados na conversa com a psicóloga responsável pelo acompanhamento do Fernando Rocha, ele diz:

” O mais difícil vai ser o sábado, eu sou mineiro e gosto de boteco! E o que eu vou fazer? Vou me trancar com 6 fechaduras na porta, jogar a chave pela janela, na 6ª feira a noite, para abrir só na 2ª de manhã!”

E a vida social e familiar desta pessoa? Ficam como?

Outro exemplo nesta foto publicada por ele, sobre uma feijoada em um sábado de comemoração ao aniversário do filho:

Imagem do Instagram (2)

Fernando, se você fosse meu paciente, iria, feliz, comer a feijoada com o seu filho, sem fingir que as comidas gostosas são foto e sem passar vontade. 

Por fim

Eu continuo batendo na mesma tecla. Não é assim que se promove saúde ou educação alimentar. Não é assim que se ajuda as pessoas a perderem peso, a comerem de forma consciente, harmoniosa, saudável e com prazer. Comer é sim prazeroso, e isto é um ponto que nunca podemos deixar de lado.

O programa Bem Estar tem um alcance populacional muito grande, e as informações passadas pela campanha #afinarocha poderiam ser melhores usadas se fossem mais adequadas e respeitassem mais nosso organismo e nossa saúde.

Atualização em janeiro de 2016 com comentários em itálico.

38 Comentários

  • Bethrebello

    Fiz Ravenna, emagreci 20 kg em três meses e mantenho meus 64 kg há um ano. Recomendo demais, principalmente pelos grupos terapêuticos com os psicólogos. É conhecer para amar.
    bjs

    • Thais Lara

      Oi Beth
      Fico feliz que você tenha tido um bom resultado com o Ravenna e o esteja mantendo. Como disse no post, até acho que há pontos positivos na proposta – como os grupos terapêuticos, mas o que eu tenho plena convicção é que existem metodologias mais agradáveis ao paciente com resultados também duradouros. O problema do Ravenna, na minha opinião, é o terrorismo que se faz em cima dos alimentos.
      Obrigada por participar!
      Beijos

  • carol

    Eu acho q o autor não conhece a dieta completamente. Ela é feita em duas grandes fases. Depois do emagrecimento tem a transição ou manutenção, onde o paciente volta a comer os alimentos, bem devagar e em prquenas fazes e orientado de como faze-lo! Existindo sim uma reeducação alimentar! Ja emagreci 17kg em 3 meses! Estou bem feliz pq é a longo prazo sim!

    • Thais Lara

      Carol, na minha opinião (e conduta) a reeducação alimentar engloba a avaliação e melhora do comportamento alimentar, ou seja, a forma que o paciente se relaciona com cada alimento/grupo alimentar. E isso eu tenho certeza que o Ravenna não faz. Restrições severas, geralmente resultam em compulsão. Fico feliz em saber que você tem se sentido bem e que tem tido bons resultados e torço para que seu caminho seja diferente, mas infelizmente o que vejo na prática clínica, são pessoas que passaram por estas fases todas de perda de peso e transição/manutenção, mas que não conseguiram manter o peso perdido ou que enxergam a alimentação de uma forma considerada não saudável quando pensamos em educação nutricional.
      Não se esqueça que a alimentação é um ato que repetimos até o ultimo dia de vida, e é essencial para nossa saúde (física e mental) que ela seja tranquila e saudável!

  • Jaqueline

    Realmente a autora não conhece o método….não é com essa essa simplicidade que você sita o tratamento. O método é completo e tem uma efetividade gigantesca. E não vendem milagres e sim um trabalho que exige dedicaçao por parte do paciente e assim o apoio da equipe multi….

    • Thais Lara

      Jaqueline
      Não discuto que o método não exija dedicação por parte do paciente – qualquer “dieta” exige. A questão aqui é que não precisa ser tão sofrido e restritivo, e há outros aspectos a serem trabalhados no processo de emagrecimento, tal como o relacionamento com a comida e com o próprio corpo. E repito, isto eu sei que o Ravenna não faz….

    • Luana

      Mas olha só, você tem acesso à equipe de apoio psicológico e terapêutico. (uma dieta que precisa de apoio psicológico fora dos casos de obesidade!? Faz pensar, né…) .
      Mas e quem não tem acesso a isso? Quem assistiu ao Bem Estar e pensou “ah, vou comer só tomate, abóbora e frango que ta tudo certo!”? Pra mim o problema ta exatamente no alcance que a divulgação desse #afinarocha tem. O Fernando pode ser acompanhado de nutricionista, psicólogo e tomar suplementos. Nem todo mundo pode e, a longo prazo, isso faz mais mal que bem.
      Não trabalho com nutrição ou saúde, mas meu marido é diabético e aprendi na pratica o beneficio de uma dieta equilibrada.

  • Patrícia de Souza

    Essa dieta é um crkme e esse médico deveria passar por uma sindicancia no Conselho Regional de Medicina. Ele é um Dr Ray da obesidade e quer apenas se promover e ganhar dinheiro (muiitooo dinheiro).
    O processo é de uma lavagem cerebral intensa e tem um grande resultado com os pacientes mais limitados e sem grande senso crítico. É uma pena que em pleno século XXI existam pessoas que acreditam em bruxaria.

  • Liane

    Excelente texto Thais, compartilho da mesma opinião! E como nutricionista preciso dizer que a minha maior frustração é ver essa urgência em emagrecer em pouquíssimo tempo, essa crença da “dieta”, termo totalmente ultrapassado e que deveria ser desconstruído, infelizmente a mídia e nossos colegas de profissão (especialmente os médicos) nada ajudam, aliás, atrapalham. As pessoas buscam a forma “milagrosa” e defendem a todo custo, ignorando a opinião do profissional da área. Tem acompanhamento multiprofissional? Sim, mas qual é a abordagem? Não é preciso conhecer as etapas e etc para saber que não é saudável. Quem perde tanto peso em tão pouco tempo são pessoas extremamente doentes sem acompanhamento! Tudo que li a respeito vai totalmente contra aquilo que estudamos, contra as recomendações de órgãos internacionais e nacionais, contra o que é abordado nos congressos pelos profissionais mais conceituados e atualizados que dedicaram décadas de suas vidas ao tema e que realmente conhecem metabolismo, diferente dos leigos que avaliam a eficácia somente pela balança. Fiz uma pesquisa rápida e encontrei somente um artigo científico do médico criador da dieta e é de 1981, ou seja, não há comprovação científica, como saberemos o estado de saúde das pessoas que aderem a longo prazo?

    • Thais Lara

      Oi Liane
      ótima colocação!
      E a resposta para sua pergunta, sobre o estado de saúde das pessoas a longo prazo, só nós, que as recebemos no consultório depois é que sabemos, né? rs. Infelizmente, são poucos destes dados que vêm à público. Mas o bom é sabermos que não estamos sozinhas nesta caminhada!
      Beijos

    • Nutrição Global

      Muitos boas colocações, Liane. Sou nutricionista e comungo do seu pensamento. Não sou adepta do uso do termo “dieta” , aliás detesto mesmo usá-lo,mas,infelizmente, ainda é um mal necessário. Anseio pelo dia em que nós nutricionista deixaremos de usá-lo. Preferi o termo plano alimentar que condiz mais com uma alimentação equilibrada, conjugada com reeducação alimentar para o alcance do peso saudável. Essas dietas de moda são ilusões passageiras. E, claro que aqueles que começam a praticá-la irão perder peso, como não perder com restrição calórica excessiva e atividades físicas,não é? Porém, o que não percebem são as consequências danosas que isso pode acarretar a saúde do corpo. Se o que vale para essas pessoas é só um corpo magro, então, realmente, essa dieta “Ravenna” como tantas outras ditas de moda são boas e um sucesso.

      • Thais Lara

        Sim, mas nós, como nutricionistas, temos como obrigação zelar pela saúde destas pessoas, a curto e longo prazo, então é nosso papel é dever nos posicionarmos contra algo que sabemos que é prejudicial, não é? 😉

    • guilherme haubert

      Eu sou médico e minha esposa também, e ela é Nutróloga. Ambos não concordamos com método Ravenna, não é fisiológico. Concordo com a Dra Thais.
      Só queria dizer mesmo para não generalizar ao dizer que os médicos atrapalham. Não é bem assim.

      • Thais Lara

        Guilherme
        Claro, de forma nenhuma tive a intenção de generalizar! Trabalho com ótimos médicos que também pensam desta forma 🙂

  • THAIS Lira

    Gostei muito do seu post e sua colocação, não sou nenhuma profissional da saúde, porém acredito que uma grande perda de peso em curto tempo é altamente prejudicial para nosso organismo e não precisa ser nenhum expert para entender isso. As pessoas são imediatistas querem resultado rápido e acabam fazendo loucuras!!!

  • Yasmin

    Acho que a autora precisa conhecer melhor o método, infelizmente uma tag e algumas postagens de um paciente no instagram ou facebook não são suficientes para se ter conhecimento do que acontece dentro da clinica, que promove saúde, bem estar e mudança de vida. O tratamento inteiro gira em torno do controle da compulsão alimentar e da mudança do relacionamento com cada grupo de alimento. Texto raso, vazio, não informativo e arrogante .

  • Helenna

    Um dos aspectos que mais me chamou a atenção nessa dieta é que esse médico foi a primeira pessoa a declarar que algumas pessoas não podem ter prazer em comer, pelo simples fato de que alguns indivíduos são viciado! Existem os viciados em drogas, viciados em sexo e… viciados em comida! Essa é uma realidade! Aliás, cabe aqui uma observação: se grande parte dos obesos tratasse de emagrecer não só com foco no aspecto nutricional, mas sobretudo no aspecto psicológico (como a Ravenna prega), não teríamos tantos obesos sofrendo de efeito sanfona. A pessoa que se torna consciente de seu vício possui mais ferramentas para controlar seu vício (mas não vou entrar nesses detalhes psicológicos aqui).
    Alguns aspectos mencionados pela autora devem ser considerados (por exemplo, trata-se de uma dieta de baixíssimos níveis calóricos, tipo aquelas de SPA). Mas no geral, eu considero extremamente simplista analisar (e não recomendar) uma dieta baseando-se simplesmente em um único post feito em uma rede social.
    A autora menciona que não há variedade de alimentos o que torna a dieta monótona. Bom, como avaliar se há variedade ou não se a base foi somente um post, de uma única pessoa? E se pensarmos, por exemplo, que um grupo x ou y de alimentos pode não estar presente porque o individuo não gosta? Se a autora conhecesse melhor o método, saberia que existe uma fase de emagrecimento e outra de manutenção, ou seja, essa fase super restritiva tem prazo de validade.
    Por fim, do mesmo modo como considero que o programa não deveria fazer apologia a essa ou aquela dieta, também não acho correto a autora desaconselhar as pessoas a fazerem fazer tal dieta, sobretudo quando a autora não investigou, não se informou e não averiguou as premissas de tal dieta, principalmente quando se é nutricionista.

    • Thais Lara

      Oi Helenna
      Obrigada pelo seu comentário. Eu respeito sua opinião e suas colocações.
      Não vou argumentar cada uma de suas observações, mas gostaria apenas de deixar claro que o que eu condeno no método Ravenna é a forma como o tratamento é imposto e conduzido, sem abranger todas as multifacetas que devem ser consideradas no tratamento do sobrepeso e obesidade, e entre elas, sim, o prazer em comer. Você sabia que restrição alimentar é uma das causas de uma compulsão?! Tratar compulsões não é tão simples; por exemplo, não se trata uma compulsão por sexo simplesmente sugerindo que a pessoa não tenha prazer! O mesmo ponto é aplicável no caso das drogas. E para estes tratamentos, claro, a equipe multidisciplinar é sempre essencial.
      Meu post não foi baseado apenas nos relatos do Fernando Rocha. Pesquiso muito sobre isso, tenho prática de atendimento nutricional com estes casos, e não me canso de estudar quais são as melhores e mais eficazes formas de tratar a compulsão alimentar e obesidade. Acrescento ainda que são inúmeros os pacientes que procuram nutricionistas algum tempo depois de se submeterem a tratamentos como o Ravenna, pois o resultado alcançado com o método se torna insustentável a longo prazo – eu mesma tenho alguns pacientes nesta situação.
      Então, eu continuo desaconselhando o método Ravenna, da mesma forma que desaconselho qualquer tipo de dieta restritiva, simplesmente por não acreditar que a restrição é o melhor para o tratamento destes pacientes. E infelizmente, são estes mesmos pacientes, que se submetem às restrições propostas por este e tantos outros métodos tão restritivos, que pagam pra ver…

  • Sandra

    Olha eu fiz a dieta Ravenna, segui todos os passos e eliminei 25kg em 3 meses.
    Com reeducação alimentar não conseguiria eliminar 25kg em 3 meses de maneira alguma.Não fiquei doente, perdi os 25 kg com saúde.
    Me reeduquei depois da dieta e hoje como de tudo e não engordo.Eu aprendi a comer.
    A dieta me ajudou muito.Já fazem 3 anos e eu estou me sentindo muito bem sem os 25 kg e não engordei mais nada.Não é uma dieta difícil de fazer, qualquer um com força de vontade consegue fazer.Ela é bem mais fácil do que a restrição alimentar dos Spa’s.Após terminar a dieta fiz vários exames e minha saúde estava em ordem.Me sinto bem, me sinto leve e saudável.Hoje como de tudo, mais pouco.Sigo a pirâmide alimentar.
    O que as nutricionistas não entendem é que com reeducação alimentar se demora meses para se perder 2 kg.Você acaba ficando infeliz por não ver resultado.
    Eu aconselho essa dieta e depois a reeducação alimentar.Dá super certo.

    • Thais Lara

      Sandra
      A grande questão não é “apenas” a perda de peso, mas também em como nosso organismo a enxerga, de como ela é inserida na nossa rotina e dia a dia, e das consequências que vêm junto com ela. Não se trata de velocidade de perda de peso, e sim de qualidade de perda de peso.

    • Liane

      O que as pessoas não entendem é que não adquiriram todos os quilos extras do dia para a noite. Entretanto, desejam perdê-los rapidamente. As pessoas precisam aprender a serem menos imediatistas. Seria muito legal sair a pé numa manhã e voltar para casa com um carro novo, sem trabalho, mas infelizmente temos que trabalhar diariamente para aos poucos acumular o dinheiro suficiente (ah, isso é ruim né? mas é assim que funciona como tudo na vida). As nutricionistas não sentaram para tomar um café numa tarde e decidiram trabalhar com reeducação alimentar. Nutrição é ciência baseada em evidências, justamente o que falta nesse método. Não há um artigo científico comprovando a eficácia nem a curto prazo, quem dirá a longo. O ideal seria as pessoas terem menos pressa e não se submeterem a “dietas extremamente restritivas” sem comprovação científica. A reeducação trabalha o hábito, por isso é um processo lento e definitivo. Não há danos a saúde e está comprovado. Para sabermos sobre a eficácia e a ausência de riscos da dieta em questão deveriam ser realizados grandes trabalhos. Não podemos usar um caso como exemplo para criticar ou estimular.

      • Thais Lara

        Exatamente, Liane. Acho que o difícil é deixar claro que não é apenas uma questão de perda de peso, e sim de hábitos alimentares que duram uma vida inteira! Obrigada pelo apoio 🙂
        bjs

  • Gabriela

    Realmente a autora é uma pessoa completamente alheia ao método.
    Recomendo mais estudo sobre um assunto antes de criticá-lo e aposto, cada kg do meu corpo, que a autora NUNCA conseguiu que algum paciente seu perdesse ao menos 50 kgs com seus métodos arcaicos.

  • Marcelo Souza

    Fiz a dieta há exatos 4 anos (terminei a fase de descenso em agosto de 2011), quando ainda estava chegando ao Brasil. Na época, eliminei 19kg que não mais recuperei até hoje. Aprendi a lidar melhor com o alimento e esse foi o maior aprendizado que levei comigo para a vida. Sem querer ser mal educado, mas claramente você não conhece como funciona o tratamento, aparentemente só conhece a dieta pelos posts no instagram deste apresentador.

  • Stefan

    Olá! Fiz a dieta do Ravenna duas vezes e em ambas perdi muitos quilos. Nunca fui gordo, mas em um ano consegui engordar mais de 30 quilos. Depois de perder todos os quilos voltei a comer e engordei 15 quilos, voltando a perder os 15 quilos apenas para ganhá-los novamente alguns meses depois. Nunca fui compulsivo por comida e sinto que infelizmente o metodo do Ravenna me deixou assim. Quando estamos fazendo a dieta perfeita existe uma culpa muito grande em sair da dieta… Ao mesmo tempo que queremos sair dela, ficamos preso nela, pois há culpa em comer. E quando saimos, saimos de uma vez – não existe meio termo. No meu caso sai da dieta para voltar a comer o triplo do que comia antes, pois parecia que eram os últimos dias de liberdade antes de voltar para a dieta tão restritiva. Hoje me cansei do Ravenna e das pessoas que frequentam a clinica – não aguentava mais as pessoas que frequentavam os grupos, era muita loucura para a minha cabeça! E outra que as consultas eram muito espaçadas e digamos que o preço ficou surreal… Enfim, respeito os que são adeptos, mas não é para mim. Hoje mantenho meu peso e como de tudo graças ao exercício fisico que tenho praticado. Minha vida é mais saudável hoje!

    • Thais Lara

      Obrigada pelo seu depoimento, Stefan! Fico feliz em saber que hoje você consegue comer de tudo, sem culpa, e tem se mantido saudável! Este é o melhor equilíbrio que pode existir, quando entendemos que a perda de peso não está acima de tudo, que o comportamento alimentar é muito importante, e que comer sem culpa é libertador! 🙂
      beijos

  • livia

    Quanta opinião sem fundamento! Críticas são sempre importantes, mas criticar sem conhecer o método é irresponsável. Sou paciente Ravenna. Os grupos psicoterapeuticos abordam sim a relação com o corpo e com a comida. O que mais escutamos no Ravenna é que estamos tratatando não de perda de gordura mas da obesidade em seus aspectos físicos e emocionais. Ao longo de todo o tratamento é abordada a relação psicoafetiva do obeso com a comida. O tratamento tem três fases. A fase de emagrecimento é sim restritiva e proibitiva, mas é seguida da fase de transição e da fase de manutenção, que são de reeducação alimentar, alimentos coloridos e diversos. Desde o início do tratamento todo paciente é informado e todo o tempo se conversa sobre a fase de manutenção ser a principal.

  • Fabricio Biazzotto

    O Método Ravenna é muito bom, a primeira fase é equivalente à fase de desintoxicação dos viciados em drogas, você percebe o quanto os alimentos causam dependência e compulsão. Essa fase é importante, não para tirar o prazer de comer, muito pelo contrário, trazer novamente o prazer de comer.
    Algumas pessoas tendem a comem muito, por vício, nem sentem o sabor dos alimentos, na primeira fase do método, devido à restrição, a pessoa passa a comer menos, porém mais devagar, saboreando os alimentos, passa a conhecer novos temperos, ervas, formas diferentes de preparo.
    Pode ser que no futuro eu não continue com o método, mas algo definitivamente mudou, e está mudando, em minha vida, acredito que jamais vou voltar a comer como antes, com pressa, sem me deixar levar com a sensação de cada sabor, a combinação destes sabores.
    O método pode não ser perfeito, mas trás resultados muito positivos sim.

  • Claudia

    Thais, sou psicóloga, sou muito crítica quando avalio algo, muito cética sobre grupos auto ajuda, não gosto de dietas de moda e nem de seguir cardápio. No entanto, antes de emitir algum juízo fui assistir a algumas palestras do Ravenna.
    O que vi:
    Pessoas altamente motivadas( muitas pagando o que não podiam pelo processo mas orgulhosas de estarem lá), felizes com a perda de peso rápida (que não se nega que é altamente reforçador!). Fui, ouvi, vi e constatei: é caro? Sim, é muito! Vale a pena? Depende. E acho que é no DEPENDE que reside o que respeitosamente consideraria uma falha em seu post.
    O sacrifício, a monotonia do cardápio, a retirada de prazer em comer….tudo isso depende de sua necessidade. E somente quem tem a necessidade sabe e pode julgar.
    Vi que eles pedem exames com frequência, que toma-se vitaminas sim ( mas isso em si não a denigre pois uma alimentação balanceada é quase tão impossível e irreal de ser seguida…
    Como psicóloga penso que o Ravenna serve para muitos propósitos nobres e eles de fato oferecem uma estrutura muito boa para te manter na linha durante a primeira fase.

    Assim como na psiquiatria um remédio não serve para todas as pessoas com o “mesmo” diagnóstico, da mesma forma encaro as diferentes modalidades de dieta.
    Assim, o Ravenna pode ser maravilhoso para muitas pessoas enquanto para outras não. Da mesma forma, que pode ser maravilhoso seguir a sua orientação para alguns é para outros, não.
    Generalizar é um pecado pois tira a individualidade.
    Fui a procura pois precisava emagrecer urgente para uma cirurgia de joelho para WUE me recuperasse melhor no pós operatório. E foi a melhor coisa que fiz!
    Então para mim foi sensacional! Perfeita!
    Não fiquei doente. Mais leve pude retomar a prática de esporte e sim, levei muitos ensinamentos para meu a dia a dia.
    Se sigo a todos todos os dias? Claro que não! Dieta foi feita para ser quebrada…
    Como toda regra na vida. Senão forçosamente nos sentiremos enquadrados.
    Você pode ser uma ótima profissional. Procure se destacar sem atacar pois gera muito mais público empático. Sua área é tão importante e há tanto espaço!
    Certamente, você não precisa atacar para se destacar….
    Adoraria ver posts que falassem de dietas anti inflamatórias para artrose, artrite etc…
    Que explicasse as calorias negativas… Todos meios positivos de você se projetar.
    Com meu respeito e compreensão pelo seu ponto de vista mas ressaltando que as pessoas têm perfis, necessidades, disponibilidade diferentes e isso faz toda diferença no seu comentário.

    Sucesso e prosperidade em todos os âmbitos de sua vida

    • Thais Lara

      Claudia, obrigada pelo seu comentário

      Minha opinião sobre a metodologia Ravenna se baseia no fato de que não precisa ser assim. Ninguém precisa de uma alimentação absolutamente restrita para emagrecer, ninguém precisa se sentir culpado para emagrecer… Eu sei e vejo que funciona para muita gente, mas vejo que muito do sucesso é atribuído ao acompanhamento multidisciplinar e motivação adquiridas nos grupos (estes sim, essenciais em qualquer tratamento). Fico feliz em saber que funcionou com você e torço para que com você seja diferente, mas o que me preocupa e angustia é o “pós” Ravenna, a vida real sem todas as regras impostas… Não acho que ninguém precise viver de dieta, controlando, se policiando, restringindo…. mas saber escolher quantidades, qualidades e frequência e poder tocar seu próprio estilo alimentar – e sem culpa! – é o que me move todos os dias. E isto sim, precisa ser pensado com muito individualismo!

      Obrigada também pelas sugestões de post! Entrarão para a lista de temas de 2016!

      Beijos

  • Ilana

    Respeito muito quem usou o método Ravenna e teve hm sucesso duradouro. Tenho amigos próximos que fizeram esta ” dieta” emagreceram 225-30 kg. A maioria ganhou o peso de volta. Concordo que é muito gostoso ver resultados rápidos, é animador. O que a Thais está colocando, e que os pacientes Ravenna não entendem, a excecao do Stefan, é que métodos restritivos, em geral, levam ao posterior abuso alimentar. E esse ciclo” restrição-abuso” é chamado de compulsão alimentar. Compulsão é um transtorno, uma doença, não tem nenhuma relação com “força de vontade” como alguém citou acima. Se você tiver propensão à compulsão, certamente esse tipo de ” dieta” abrirá as portas para ela.

    • Thais Lara

      Obrigada, Ilana! 🙂

  • Valéria

    Parabéns Thaís, tenho amigos e colegas de trabalho que tem feito esta dieta, vejo o sofrimento de alguns pelas restrições impostas, e muitos eliminam rapidamente o peso, mas tb a fisionomia muda para pior. A pele fica flácida demais e alguns envelheceram muitos anos aparentemente. Acho que fala alguma coisa, não sei ao certo, mas não gostei do resultado. Achei o Fernando magro, mas parece que não se reconhece como tal, fiquei surpresa quando vi que ele ainda deve emagrecer mais. Os depoimentos dos meus amigos e que o preço está em dois mil reais por mês. Além de ser uma mina de ouro, acho que envelhece o rosto do paciente. Não me parece um método saudável, pois tb não fazem exercício, só comem como faquir…do que adianta emagrecer e ficar envelhecido???

    • Thais Lara

      Pois é, Valéria, emagrecer nem sempre é ganhar saúde, não é?
      Obrigada pelo seu comentário e participação!
      beijos

  • Flavia Reis

    Ravenna, com ela eu perdi 23 kg no prazo estipulado, tive apoio psicologico e as atividades fisicas la no centro mesmo, tudo incluido. Muito bom mesmo! Eu nao vou descrever o metodo aqui, pois outras pessoas ja o fizeram. Acho que cada um tem que vender seu peixe, mais nao precisa desmerecer outros metodos para conseguir isso.

  • Rosa

    Fiz Ravenna 3 meses o pacote inicial que pude pagar , achei fantástico . Fiquei muito feliz o atendimento multiprofissional . As reuniões com os psicólogos são o ponto alto dá terapia . Pq na verdade , quem é obeso precisa se reeducar e começar pela mente . A cabeça pensa gordo . Meu resultado foi rápido , emagreci , 20 kg nos 3 meses . Cheguei no peso ideal para ter qualidade de vida e saúde . Não tive dinheiro para continuar na clínica . Me disciplinei durante 2 anos , fui ganhando peso aos poucos . Estou triste e gorda de novo .

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